Prédica da semana

Data de publicação: 14/05/2015

Referente à 24/07

Devarim 5775

Shabat shalom à todos!

Depois de muita força, iniciamos o quinto e último livro da Torá-Devarim! Também conhecido com mishnê Torá, uma repetição da Torá!

Um livro inteiro dedicado aos ensinamentos de Moisés neste último ano de caminhada do povo de Israel e no último ano de vida do nosso maior líder e profeta.

Devarim inicia com “E estas são as palavras que Moisés disse a todo o [povo de] Israel”.

O que significa então ‘Estas são as palavras de Moisés’? A expressão em hebraico também significa “Estas são as coisas”.

Expressão também utilizada no livro dos profetas, “estas são as palavras/coisas” se refere a guiar as pessoas pelo caminho do bem, mesmo que elas não os enxerguem; levar luz – entendimento, clareza – para que saibam onde estão pisando , para que busquem endireitar o que está errado em um trabalho de consertar o mundo.

É chegada a hora de entrarmos em Israel para herdar a terra prometida aos nossos antepassados: Abraão, Isaac, Jacob e suas famílias.

Mas o povo não se limita mais a umas poucas famílias. Já São muitos. Como se faz para liderar um povo como este? “Tomem para vocês homens sábios, inteligentes e conhecidos por suas tribos e os coloquem como seus líderes”.  O povo concordou.

Como estes líderes deveriam governar? Moisés esclareceu estas palavras: “Não conheçam as faces no juízo; escutem do mesmo modo o pequeno e o grande, não temam homem algum, porque o juízo é de Deus” .

Vivemos em um tempo em que algumas pessoas ainda se consideram mais importantes do que outras. Os motivos são muito conhecidos por todos nós.

Alguns entendem que, por sua privilegiada situação econômica, podem ter mais voz do que outros na tomada de decisão.

Outros acreditam que, por se considerarem mais estudados ou por entenderem que, por um motivo ou outro, detém algum tipo de autoridade e usam de todo tipo de subterfúgio para manterem uma posição de vantagem diante de um julgamento.

Ainda há aqueles que usam da agressividade, nos atos ou mesmo na voz, para tentarem impor suas posições diante do grupo.

O que a Torá nos ensina sobre isso? Que para se fazer justiça não deve se levar em conta a posição do indivíduo no grupo.

Pessoas mais ricas e mais pobres, com uma formação educacional mais sofisticada ou mais básica, com capacidade de argumentação mais simples ou mais elaborada, com voz mais suave ou mais agressiva – todos devem ser escutados com o mesmo peso.

Não se deve temer ninguém, não se deve favorecer alguém no julgamento. Isso valia para o povo de Israel na época de Moisés – quanto mais deve valer hoje em dia, em nossas comunidades.

Durante quase quarenta anos Moisés colaborou para a transformação de muita gente distribuída em tribos em um povo, sempre sob a orientação direta de Deus, quando os israelitas construíram laços de confiança e escreveram uma história juntos.

Nesta jornada coletiva nossos antepassados lutaram contra inimigos externos e enfrentaram disputas internas.

Com gente mais adepta ao diálogo e outros propensos ao poder pela força, levamos uma vida juntos, em que a liderança aos poucos foi sendo delegada de Deus a Moisés, e deste para milhares de outros líderes preparados para atender às necessidades do povo.

Com suas palavras, Moisés levou o povo até o seu destino. E suas palavras continuam até hoje a nos orientar, ensinar e guiar em direção aos nossos próprios destinos como povo.

Shabat shalom!

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