Prédica da semana

Data de publicação: 14/05/2015

Referente à 03/04

Vaicrá - 5775

Nissan, o mês da Liberdade. No relato bíblico, é o tempo em que o povo de Israel deixou para trás a opressão e o trabalho escravo no Egito e partiu para a peregrinação coletiva rumo à terra de seus antepassados.

Uma caminhada que levou geração inteira: quarenta anos pelo deserto.

Era preciso mais do que caminhar para se libertar do Egito e alcançar a Terra da Liberdade; era preciso se libertar da escravidão espiritual, deixando para trás tudo o que oprimia corações e mentes.

A leitura que abre o terceiro livro da Torá, Vaicrá (Levítico), descreve os diversos tipos de sacrifícios que deveriam ser feitos pelo povo de Israel junto ao altar do Mishcán, a Morada Divina.

Em vez de oferecer sacrifícios, atualmente o que se espera do indivíduo é oferecer o reconhecimento sincero de que errou e o longo processo de abandonar o seu Egito pessoal, as suas limitações, cruzar o deserto, afastar-se de tudo o que lhe faz mal e do mal que faz aos demais – e retornar à terra dos seus antepassados, na qual jorram idealmente o leite e o mel.

A época de Pessach é propícia para isso: é o tempo de nos libertarmos da escravidão da compreensão literal e concreta da Torá e da vida e de buscarmos a liberdade através da oração, de pensamentos e sentimentos que nos guiem em direção a atos de bondade e de amor ao próximo.

Shabat shalom à todos e ótimo Mês da Liberdade! 

A parashá desta semana inicia-se com a palavra “Vayikrá” (“E chamou”), tratando do episódio em que D’us chamou Moisés e lhe explicou as leis dos sacrifícios. 

 A palavra “Vayikrá” termina com a letra alef, que, aqui, está escrita de um modo ligeiramente menor do que as outras letras na Torá. Nossos sábios ensinam que isto simboliza a humildade de Moshé.

A Torá descreve Moshé como o homem mais humilde da Terra, mas, ao mesmo tempo, ele era considerado o maior homem de todos os tempos. A Torá nos conta que nunca haverá um profeta como Moshé.

Como uma pessoa pode ser tão grande e humilde simultaneamente?

A resposta está no fato da humildade e grandeza de Moisés estarem conectadas entre si. Sua humildade era diferente de qualquer outra. Através das gerações, existiram muitas pessoas humildes, mas ninguém grande como Moisés.

Ele tinha consciência de que possuía mais privilégios que qualquer outro humano. Ele falava com D’us face a face, recebeu a Torá diretamente d’Ele. 

Ainda assim, apesar de sua grandeza, ele permaneceu humilde. Ele sabia que sua grandeza não era por seu mérito, mas um presente de D’us. Moisés sabia que se outras pessoas tivessem recebido este presente, elas teriam sido maiores que ele. Esta era a humildade de Moisés.

Às vezes, mesmo uma pessoa humilde pode ficar “confortável” com sua humildade. Ele pode pensar: “Eu sei que não sou um grande homem, mas meu vizinho também não é”. Isto, no entanto, torna sua humildade questionável.

A extraordinária humildade de Moshé, que o tornou o maior homem da Terra, era sua habilidade em ver a grandeza dos outros, e sentir-se humilde comparado a eles.

Que possamos ver a grandeza de todos ao nosso redor e, humildemente, reconhecer que somos todos importantes detalhes do Plano Divino.

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