Rosh Hashana

Data de publicação: 21/12/2009

Descrição da festa

Rosh Hashana (cabeça do ano) é o Ano Novo Judaico, cuja comemoração oferece aos indivíduos a chance de refletirem, viabilizando-lhes eventuais modificações pessoais. Parece tratar-se de um sonho que se quer atingir - o sonho de um mundo melhor, destituído de maldade, onde viver com as respectivas famílias e amigos torna-se algo verdadeiramente bom e agradável.

Denominado tishrei, o primeiro mês do ano judaico coincide, na maioria das vezes, com os meses de setembro ou outubro, em Israel, período de colheita, no qual o toque do shofar denota seu início.

* O aspecto religioso

A partir do primeiro dia de tishrei, começam os Iamim Noraim (Dias Temíveis), denominação atribuída aos dias entre Rosh Hashana e Iom Kipur, que acontecem nos dois primeiros e décimo dias deste mês, respectivamente.

Devido à antiga dificuldade de identificar o início dos meses, ou do ano, por meio de reconhecimento visual da lua nova, rabinos determinaram que Rosh Hashana seria celebrado por dois dias, tanto em Israel como na diáspora.

Ao contrário de outras festividades, Rosh Hashana não tem caráter agrícola. Sua comemoração destaca a relação do homem com D’us ou, mais especificamente, a aceitação do Reino do Divino, Que conhece e julga cada um de Seus servos.

Trata-se de uma celebração voltada ao regozijo, durante a qual os homens recordam, com receio, seus feitos do ano, pois parte-se do princípio de que todos os atos exigem prestação de contas. O motivo da comemoração de Rosh Hashana compreende três momentos: passado, presente e futuro. O passado remete à Criação (Gênese) do primeiro homem (Adão) e, sendo assim, ao Criador cabe reinar e julgar todos os homens (aniversário da Criação). O presente refere-se à nossa expectativa, frente ao ‘Dia do Julgamento’, e o futuro visa à continuidade da crença e do Reinado de D’us. No ‘Dia do Julgamento’, as pessoas fazem seus inventários e acredita-se que o Eterno julga e decide o que irá acontecer com cada um, no ano que começa.

O livro de rezas utilizado pelos judeus, durante todo este período, é chamado Machzor, que é uma criação coletiva de sábios judeus, que seguiram o mandamento talmúdico de Iiun Tfila, realizando, assim, uma imensa coletânea de seleções e paráfrases da Bíblia, da Mishna, da Gmara, dos Midrashim e do Zohar. Seu acervo litúrgico conserva o espírito do monoteísmo, expresso em suas orações e é direcionado à penitência e ao arrependimento.

Tshuva significa, tradicionalmente, ‘retorno’: retorno aos valores e às práticas do Judaísmo. Ocorre quando os indivíduos deixam de cometer pecados e determinam, em seu íntimo, que mais não os farão, sendo que esta não se limita às más ações mas, também, aos maus pensamentos.

As pessoas se reúnem para dar boas vindas a um novo ano, celebrar suas promessas, ponderar sobre suas responsabilidades e agradecer por novas oportunidades. No entanto, a decisão Divina, tomada em Rosh Hashana, não é, ainda, a decisão definitiva. Dispomos de dez dias para a introspecção, para o arrependimento das más ações, para nos comprometermos com objetivos importantes e rezarmos pela misericórdia de D’us. Se Rosh Hashana é o ‘Dia do Julgamento’, o Iom Kipur (Dia do Perdão) é o ‘Dia da Sentença’. O período de dez dias entre os dois marcos, incluindo-os, são os Iamim Noraim, considerados os ‘Dez Dias do Arrependimento’.

O estatuto que rege estes dias: Fale aos filhos de Israel, dizendo: No sétimo mês, o primeiro dia do mês será para vocês descanso solene, memorial de toque de shofar, convocação de Santidade. Nenhuma obra servil farão; e oferecerão sacrifício queimado ao Eterno. E falou o Eterno a Moisés, dizendo: ‘O décimo dia deste sétimo mês é o ‘Dia das Expiações’; convocação de Santidade será para vocês, e afligirão suas almas e oferecerão sacrifício queimado ao Eterno”. E nenhuma obra farão neste mesmo dia, porque é ‘Dia das Expiações’, para expiar por vocês diante do Eterno, seu D’us. Porque toda alma que não se afligir neste mesmo dia será banida de seu povo. E toda alma que fizer alguma obra neste mesmo dia, destruirei aquela alma do meio do seu povo. Nenhuma obra farão; estatuto perpétuo será para suas gerações, em todas as suas habitações. Dia de descanso solene é para vocês, e afligirei suas almas; aos nove dias do mês, à tarde, de uma tarde a outra, celebrarão seu dia de descanso. (Levítico 23; 24- 31,).

Os principais temas das preces de Rosh Hashana e Iom Kipur são: a Majestade de D’us, Criador do universo; a fragilidade do homem e sua dependência da piedade Divina; a tshuva e as boas ações: sua importância na absolvição no julgamento; o sofrimento do povo judeu; o perdão e a confissão dos pecados (Machzor).

Em Iom Kipur, o último desses ‘Dias Temíveis’, quando o sol se põe, o toque do shofar ecoa pelos cantos de todo o universo, anunciando o término do julgamento. Portanto, a sorte dos homens para o ano que se inicia já está selada.

Na religião judaica, o arrependimento, nesse dia, dáse entre o homem e seu Criador e, de acordo com a Lei Judaica, visa ao futuro. Não existe nenhuma forma de confissão perante um ser humano. Confissão é o sussurro de toda uma congregação, feita em uníssono; não é o desabafo dos males de cada um, é a expressão de uma responsabilidade coletiva. O judeu não reza unicamente por seu bem-estar individual, mas por todo o povo, pois sabe que os filhos de Israel são fiadores uns dos outros.

Conceitos importantes

Beit Haknesset: sinagoga (casa de reunião)
Rosh Hashana: ano novo
chala agula: pão trançado redondo
shana tova: Bom ano!
dvash: mel
shana tova umetuka: ano bom e doce!
kartissei bracha: cartões com bênçãos
shofar: chifre de carneiro
rosh shel dag: cabeça de peixe
tapuach: maçã

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