Parashat Emor

Data de publicação: 06/05/2011

Por Morá Veronica

 

A Parashat Emor, conhecida por mencionar as cinco festas da Torá, começa assinalando as limitações dos cohanim em assuntos de luto e continua com alguns dos múltiplos detalhes das leis dos sacrifícios.

Entre eles, a proibição de sacrificar no mesmo dia um cabrito e sua mãe. O Rambam (Maimônides) explicou que o motivo era humanitário. A afeição de uma mãe por seus filhos, segundo ele, é uma característica natural básica, que se encontra tanto nos animais quanto nas pessoas e, portanto, merece ser levada em conta com sensibilidade.

Já o Ramban (Nachmânides), embora concordasse com o enfoque humanitário, se opôs a esta argumentação. Segundo ele, não é a sensibilidade pelos animais em si que justifica e sustenta a intenção da Torá e sim a educação em prol de um relacionamento humanitário entre pessoas. A partir do trato sensível para com os animais, diz o Ramban, reforçaremos o tratamento humanitário entre as pessoas.

Ibn Caspi, por sua vez, explicou que a Torá esta procurando com esta lei, acima de tudo, a humildade humana diante de todos e de tudo. Uma vez que o homem reconhece sua supremacia sobre todos os seres, ao tratar com sensibilidade e humanidade tanto os animais quanto as pessoas, adquirirá a virtude da humildade e conseguirá atribuir a todos e a tudo o seu próprio valor.

As três opiniões juntas, além de enriquecerem a compreensão e o aprofundamento na complexidade do texto, nos mostram mais uma vez como a Torá – quando é lida e estudada com seriedade e o devido crédito que merece – enriquece nossos próprios enfoques de vida.

Shabat Shalom!

Morá Veronica

 

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